A ética protestante e o espírito do capitalismo
Em breve A tradução desta obra está em preparação e será publicada na biblioteca.
Introdução
Porque surgiu o capitalismo moderno primeiro no Ocidente, e sobretudo nas regiões protestantes? Weber observou que na Alemanha os protestantes estavam claramente sobrerrepresentados face aos católicos entre os empresários e os operários qualificados. Citando a máxima de Franklin «tempo é dinheiro», mostra que o espírito do capitalismo não é mera cobiça, mas uma atitude ética que trata o ganhar dinheiro como vocação e dever, com trabalho diligente, abnegação frugal e acumulação constante. Rastreia as suas raízes religiosas: Lutero viu a profissão mundana como uma «vocação» ordenada por Deus; a doutrina calvinista da predestinação deixava os crentes angustiados por saber se estavam entre os eleitos, de modo que trabalhavam sem descanso na sua tarefa mundana, tomando o êxito como sinal de salvação. Este «ascetismo intramundano» favoreceu sem querer a acumulação de capital. No fim adverte que o homem moderno ficará preso na «jaula de ferro» da racionalização.